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segunda-feira, março 01, 2004


28 de Fevereiro de 2004 

Finalmente,...o Teatro toma conta do Espaço
Comanda os nossos movimentos.
O amor e o ódio, debatem-se, em pensamentos.
A ilusão desfaz-se...,como folhas de Outono
Apodrece.
O teatro arde, na fogueira das nossas vontades
E resta-nos o Mundo...
Um imenso Palco, que foge ao nosso entendimento


sexta-feira, fevereiro 20, 2004

Sábado, 28 de Fevereiro às 22:00

TATSUMAKI
entrada livre

terça-feira, fevereiro 03, 2004

Sexta, 27 de Fevereiro às 22:00 

DJ Shit on the Beat
entrada livre

Quinta, 26 de Fevereiro às 22h 

CICLO DE CINEMA de FEVEREIRO - "NÃO HÁ NADA COMO A VIDA NO CAMPO"



"Cidade de Deus" de Fernando Meirelles e Kátia Lund, 2002, Brasil, versão original

FICHA TÉCNICA:
Brasil - 2002 - Drama - 130 minutos
Direção: Fernando Meirelles e Kátia Lund
Roteiro: Bráulio Mantovani
Direção de Fotografia: César Charlone
Montagem: Daniel Rezende
Elenco: Alexandre Rodrigues, Leandro Firmino da Hora, Seu Jorge, Matheus Nachtergaele, Phellipe Haagensen, Jonathan Haagensen, Douglas Silva e Roberta Rodrigues
Distribuição: Lumière


"Os pobres e negros garotos da Cidade de Deus foram o estopim de discussões e debates exacerbados e de críticas ferrenhas ao tratamento do tema imposto pelos diretores Fernando Meirelles e Kátia Lund. A escalada do crime nas favelas cariocas e a inclusão de uma massa infantil na indústria das drogas despertou o país para um problema sério e fundamental, mas pouco visto até então. O papel do cinema no retrato e representação da realidade também passou a ser questionado com maior veemência.

Os aspectos sociológicos presentes no filme, são o exemplo de uma visão fechada e interna, mas seus personagens são trabalhados com humanidade e respeito. O filme não traz à tona tudo o que deveria, mas destaca o essencial na procura pela verdade que quer mostrar. Tem como maior mérito dar voz aos excluídos e fazê-lo de forma audaciosa e competente. Não quer trabalhar todos os ângulos nem ao menos ser imparcial. Sua defesa é única e explícita.

O livro Cidade de Deus, de Paulo Lins, lançado em 1997, já trazia a parcialidade em duras palavras. Retrato e versão de um narrador onisciente, o livro destaca ações específicas e centra seu foco no brutal caminho trilhado pelos moradores da favela. O filme somente traz para as
telas os personagens e recortes de Paulo Lins. Durante o adaptar, o texto do autor sofreu alterações e fusões inúmeras. Personagens foram unidos, acontecimentos foram excluídos, mas a essência não foi modificada.

O que temos como resultado final, é a contundente representação de um povo excluído e discriminado. As lentes se voltam para protagonistas inéditos de nossa cinematografia e os contornos impostos pelos diretores de elenco, roteirista e diretores, são reflexo da preocupação existente na transposição de tão complexas figuras para as telas. As interpretações são enérgicas e beiram o realismo buscado por mestres do cinema.

A estética afinada com o público jovem, foi outro motivo de "desonra" para seus diretores. Críticos de todo o país desandaram a dizer que a publicidade estava abusando da pobreza e da miséria humana para atingir o público. Manipulação da retina e traição ao clima pesado da obra e dos duros dias da CDD. "Cosmética" bradaram alguns exaltados defensores de um cinema preso ao passado. "Chacina Fashion" defendem outros.

Cidade de Deus é um espetáculo de técnica visto em poucos filmes de nosso cinema. Sua reconstrução de época, figurino, cenários, fotografia, edição e interpretações são o reflexo do avanço sofrido pelo nosso cinema e nos mostra que podemos sim ser representantes de uma nova cinematografia mundial. Os mercados se redundam, mas em todos os cantos do mundo iniciativas e projetos revelam novas possibilidades. Os caminhos têm que ser abertos a golpe de facão.

Cidade de Deus também é o maior exemplo de que estamos prontos para encher as telas com filmes aptos a atender o mercado consumidor. O primor de sua edição e fotografia nos permitem espetaculares momentos de glória. Aliadas, nos mostram apaixonadas tomadas de um Rio de Janeiro ainda em aquecimento. Nos mostram as ruas da favela em tempos românticos.

Da mesma forma, a passagem dos tempos antigos, em que jovens sonhavam com a fama, para os atuais tempos de matança discriminada e mecânica atuação de facções inimigas acontece de forma sutil e perfeita. A música muda, a tela troca de cor e as paredes ganham vida. A claustrofobia dos cenários e locações transportam o espectador ao mundo dos mesmos garotos que um dia foram inocentes.

Contando com a ajuda de atores revelação como Leandro Firmino da Hora, Seu Jorge, Douglas Silva, Jonathan e Phelipe Haagensen, Meirelles e Lund conseguiram trazer ao Brasil, e também ao mundo, um quadro antes fechado aos noticiários locais e relegado aos cantos do país. A pobreza e miséria de um povo vinham à tona e abriam espaço para a polêmica. Os olhos famintos de uma juventude sem lugar na paisagem urbana nos traziam uma realidade antes apenas imaginada.

Levados ao extremo de suas emoções, os atores nos surpreendem pela liberdade e sutileza de seus atos. Suas faces e mãos sujas nos arremessam pela violenta história de um líder do tráfico carioca, pelos olhos de um garoto que sonha com a praia e o sucesso. No fim, somos todos
Buscapés, buscando a felicidade e nos esquivando dos tiros perdidos em noites sangrentas.

Precursor de muito o que veremos em nosso cinema, o filme se torna tão importante quanto Deus e o Diabo na Terra do Sol, Os Fuzis, Terra em Transe ou qualquer outro filme que tenha permitido ao Brasil conhecer o páis em que vivemos.

Cidade de Deus vai além, por flertar com o popular e fácil e principalmente por atingir seus objetivos, acertando em cheio a massa excluída de nossas ruas. O ecletismo e intelectualismo excludente de nossos velhos mestres são substituídos por diálogos verossímeis, conhecidos e adorados por todos. Pelo menos por aqueles realmente envolvidos na polêmica. Os velhos algozes deste povo sofrido que se contentem com as discussões em clubes fechados como o Espaço Unibanco." Thiago P. Ribeiro in www.cinemando.com.br




Sábado, 21 de Fevereiro às 22:00 

TATSUMAKI
entrada livre

Quinta, 19 de Fevereiro às 22h 

CICLO DE CINEMA de FEVEREIRO - "NÃO HÁ NADA COMO A VIDA NO CAMPO"

"Ódio" de Mathieu Kassovitz, França,1995, 96min

Actores:
Vincent Cassel: Vinz
Hubert Koundé: Hubert
Saïd Taghmaoui: Saïd
Abdel Ahmed Ghili: Abdel
Solo: Santo
Joseph Momo: Ordinary Guy
Héloïse Rauth: Sarah
Rywka Wajsbrot: àvia de Vinz
Olga Abrego: tia de Vinz
Laurent Labasse: Cook
Choukri Gabteni: germà de Saïd
Nabil Ben Mhamed: Boy Blague
Benoît Magimel: Benoît
Medard Niang: Médard
Arash Mansour: Arash

'O Ódio', de Mathieu Kassovitz, que recebeu o prémio de melhor Realizador, no festival de Cannes de 1995, é um filme que aborda a vida dos jovens imigrantes que vivem nos subúrbios de Paris. A história decorre num intervalo de 24 horas. Um jovem foi agredido por um polícia, no decurso de um interrogatorio e está no hospital. Os amigos juram a morte do polícia, se o amigo não sobreviver...


Sábado, 14 de Fevereiro às 22:00 

TATSUMAKI
entrada livre

Sexta, 13 de Fevereiro às 22:00 

DJ Shit on the Beat
entrada livre

Quinta, 12 de Fevereiro às 22h 

CICLO DE CINEMA de FEVEREIRO - "NÃO HÁ NADA COMO A VIDA NO CAMPO"

"Man Bites Dog" de Remy Belvaux, Andre Bouzel & Benoit Poelvoorde,1992, Bélgica, legenda em inglês

Sábado, 7 de Fevereiro às 22:00 

TATSUMAKI
entrada livre

Sexta, 6 de Fevereiro às 22:00 

DJ Shit on the Beat
entrada livre

quinta-feira, janeiro 29, 2004

Sábado, 31 de Janeiro - 22:00 

TatsuMaki
entrada livre


quarta-feira, janeiro 28, 2004

Sexta, 30 de Janeiro - 22:00  

dj FLAKKA
break - beat
VCI - produções


entrada livre

terça-feira, janeiro 27, 2004

Quinta, 29 de Janeiro - 22:00 

Projecção do filme "Down by Law" de Jim Jarmusch
c/ Tom waits, John Lurie e Roberto Benigni

quarta-feira, janeiro 21, 2004

Sábado, 24 de Janeiro às 22:00

DJ Alex
entrada livre


DJ PiéPié - Sessão DJ  

Sexta 23 de Jan. às 22h
DJ PiéPié (entrada livre)


Projecção de filme  

Quinta-Feira, 22 de Jan. às 22:00h
DEAD MAN de Jim Jarmush c/ Johny Deep (entrada livre)

LARANJA MECÂNICA 

Já abriu a Laranja Mecânica no edíficio de Espaço Artes Múltiplas!! Está muito bem conseguida!
Não há jogos para ninguém, mas em contrapartida tem os melhores computadores do Porto!!
São 10 computadores topo de gama, com ecrã plano de 17 polegadas; material de digitalização e impressão, gravação de CDs e DVDs...
Está também no programa a realização de cursos de informática! Aguardem!!

... e até lá vão dando uma vista de olhos no nosso espaço, na Av. Rodrigues de Freitas nº387 (ao Jardim de S. Lázaro )

sexta-feira, janeiro 16, 2004

16 e 17 de Janeiro, às 22:00 

"Em que é que estás a pensar?"

Direcção e encenação: Sílvia Correia

Interpretes:
Ana Monterroso
Ana Marta
Andreia Barreiro
Andreia Pereira
Dulce Fernandes
Guelhermina Miranda
João Pedro Paiva
João Lemos
Manuel Santos
Maria Inácia Veiga
Mariana Santos
Pedro Oliveira
Sónia Faro
Susana Ribeiro
Tiago Nobre
Vasco Teles

sábado, janeiro 10, 2004

Sábado, 10 de Janeiro às 22:00
entrada livre

TATSUMAKI

sexta-feira, janeiro 09, 2004

Sexta 09 de Jan. às 22h
(entrada livre)


DJ PiéPié - Sessão DJ

MODA' MARGINAL - 09/01 e 10/01 

Responsáveis:
Pedro Ribeiro - modamarginal@hotmail.com
Sofia Fragoso - fragoso_sofia@hotmail.com


peças de jovens criadores para venda:

Cristovão Pereira
Dora Guimarães
Helena Mota
Helena Calvão
Luís Parada
Ivo Calado
Rita Bonaparte
Rosa Pinto
Sara Miller
Sofia Fragoso


Fachada do edifício:

Tecido pintado por Robert Ferrer i Martorel
Vestido de Pedro Ribeiro




sábado, novembro 29, 2003

A Vida de Galileu 

O Cão Danado e Companhia e o Espaço Artes Múltiplas apresentam Galileu, a partir de "A Vida de Galileu", de Bertolt Brecht. Um acontecimento dramático, inserido no ciclo temático “A Ciência, o Homem e o Inconformismo”
de 13 a 29 de Novembro de 2003 (de terça a sábado), no Espaço Artes Múltiplas (às Belas Artes - Porto), pelas 21h30.
Reservas : 965 104 388; 936 736 459; 223 403 503 (lotação limitada)


Galileu - o Espectáculo

«Texto maior na dramaturgia de Bertolt Brecht "A Vida de Galileu" permite-nos revisitar um momento marcante na história das ciências em que o novo e o velho se digladiam em batalhas sangrentas, avanços e recuos que, no entanto, não interrompem a marcha contínua da humanidade no sentido de mais conhecimento.
Momento marcante este em que as demonstrações de Galileu extravasam o campo das ciências para atingirem a sociedade no seu todo, num sucedâneo de vagas em que toda uma estrutura político religiosa corre o risco de ruir. Armada a defesa da estrutura, esta permanece, mas o germen da dúvida está instalado e, ainda que letárgico, vai perdurar para, num momento preciso, regressar à luz.

"Andrea - Eu também gostava de ser físico senhor galileu". Alguns anos mais tarde Andrea será professor.

Recursos, sempre limitados, foram insuficientes para impedir que o prazer de fazer "teatro" conduzissem esta equipa a este espectáculo, onde se procurou exercitar o permanente abrir de portas à criatividade e à cumplicidade de todos, em marcha aguerrida, talvez abusiva, na apropriação de um texto que, "minhas senhoras e meus senhores", agora é nosso.» by Manuel Sardinha



Ficha artística :

Encenação e adaptação: Manuel Sardinha
Espaço Cénico: Manuel Sardinha
Figurinos: Arminda Reis
Desenho de Luz: Jorge Ribeiro
Vídeo: João Santos
Fotografia de cena: Rui Ferreira
Design Gráfico: Rui Ferreira

Elenco:

Fernando Moreira
Luís Araújo
Nelson Rodrigues
Sara Barbosa

Ficha Técnica:

Operação de luz: Kátia Santos
Operação de vídeo:Mariana Barbosa

Produção:

Ana Bettencourt

Montagem:
Paulo Araújo
Pedro Barbosa
Luís Ternos






quinta-feira, novembro 13, 2003

13 de Novembro de 2003 

Inauguração do Espaço Artes Múltiplas

Enquanto se constrói uma peça de teatro, o espaço cresce e deixa de ser só a casa de espetáculos. O teatro passa a ser um núcleo criador e difusor, acima de tudo um 'lugar' de encontro e de invenção do espaço. ...


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